
A situação é cada vez menos excecional. A Global Business Travel Association estima cerca de 1,84 mil milhões de viagens profissionais em 2026, acima de 2025. (Global Business Travel Association) Para quem trabalha durante uma deslocação, “o Wi-Fi do hotel funciona” já não significa conseguir abrir algumas páginas. Significa conseguir entrar numa videochamada, autenticar-se nas contas de trabalho e enviar um ficheiro sem transformar o quarto numa pequena equipa de suporte técnico.
Naquela noite, era exatamente isso que eu precisava.
Resumo do artigo
Resposta curta
A primeira VPN era de um fornecedor grande. Havia boas razões para confiar nela: anos de mercado, infraestrutura extensa e muitas localizações disponíveis. O problema não era conseguir estabelecer uma ligação.
Eu estava a medir a coisa errada
A primeira VPN era de um fornecedor grande. Havia boas razões para confiar nela: anos de mercado, infraestrutura extensa e muitas localizações disponíveis.

O problema não era conseguir estabelecer uma ligação.
Era mantê-la.
Depois de passar pelo portal do hotel, a VPN ligava normalmente. O upload avançava. Pouco depois, a rede hesitava, a ligação perdia-se e durante alguns segundos nada respondia.
Troquei de servidor.
Voltou.
Depois caiu outra vez.
Não era um caso particularmente exótico. Em discussões públicas de viajantes aparecem relatos do mesmo tipo: o portátil continua ligado ao Wi-Fi do hotel, mas o acesso à internet desaparece repetidamente. (Reddit / r/GlInet) A frustração está justamente aí. O ícone continua a mostrar Wi-Fi; aquilo que precisa de fazer deixou de funcionar.
Esse detalhe mudou a forma como eu estava a avaliar a VPN.
Até então, tinha olhado para velocidade. Agora percebia que uma ligação capaz de atingir 200 Mbps durante alguns segundos me servia de pouco se desaparecesse a meio da reunião.
Naquele quarto, recuperar depressa de uma rede instável importava mais do que alcançar a maior velocidade de pico.
Primeiro, era preciso deixar o hotel terminar o login
A falha inicial da VPN tinha ainda uma explicação bastante simples.
Muitos hotéis usam um portal cativo: o dispositivo entra no Wi-Fi, mas o acesso à internet só é libertado depois de abrir uma página do hotel, aceitar as condições ou introduzir o número do quarto. É uma arquitetura de rede comum e formalmente documentada pelo IETF. (IETF)
Isso explica a situação estranha em que o portátil afirma estar ligado, mas a VPN não consegue chegar a lado nenhum. A rede ainda está à espera do login do hotel.
A ordem que funcionou foi simples: entrar no Wi-Fi, completar o portal e só depois ligar a VPN.
E hoje existe uma razão adicional para não tratar essa página como um clique automático. Em julho de 2026, a Microsoft revelou a campanha CaptiveCrunch, em que atacantes manipularam tráfego relacionado com sistemas de portal cativo usados em ambientes de hotelaria e outros locais partilhados, criando redirecionamentos e páginas falsas para tentar capturar credenciais. (Microsoft Threat Intelligence)
Isso não transforma cada hotel numa armadilha. A FTC lembra que o uso generalizado de HTTPS tornou o Wi-Fi público moderno bastante mais seguro do que costumava ser. (Federal Trade Commission) Ainda assim, confirmar o nome da rede com o hotel antes de introduzir dados continua a ser um hábito sensato.
Confirmei a rede, passei pelo portal e voltei ao problema que realmente me preocupava.
A chamada começava em poucos minutos.
O hotspot resolveu uma coisa e criou outra
Antes de experimentar outra VPN, tentei a solução mais óbvia.
Dados móveis.
Desliguei o Wi-Fi do portátil, ativei o hotspot do telemóvel e o ficheiro começou novamente a subir.
Desta vez não havia portal.
Também quase não havia sinal.
O quarto ficava numa zona interior do edifício. O telemóvel alternava entre uma e duas barras, e a apresentação, que já devia estar enviada, começou a avançar lentamente.
Podia trabalhar junto à janela.
Podia descer para o lobby.
Podia entrar na reunião com uma imagem que congelava sempre que eu começasse uma frase importante.
Ou podia voltar ao Wi-Fi do hotel, que tinha largura de banda suficiente, e resolver o problema que a primeira VPN ainda não tinha conseguido resolver: as pequenas quebras da rede não podiam obrigar-me a começar tudo outra vez.
Foi aí que mudei de abordagem.
Desta vez, não comecei por escolher um servidor
Abri OnlydogVPN↗.
O que me chamou a atenção naquele momento não foi uma lista enorme de países. A aplicação organiza a ligação em torno da situação de utilização, em vez de me obrigar a decidir primeiro entre cidades, servidores e várias combinações técnicas.
Para uma viagem de trabalho, isso fazia sentido.
Escolhi a configuração adequada e liguei.
Voltei ao upload.
A barra avançou até ao fim.
O ficheiro estava finalmente enviado.
Abri a chamada alguns minutos mais cedo, em parte por prudência. Câmara. Microfone. Partilha de ecrã.
Tudo normal.
A meio da reunião, o Wi-Fi fez precisamente aquilo que tinha feito antes. Houve uma quebra curta. A qualidade da imagem desceu e o vídeo parou por instantes.
Olhei para o menu da VPN, já preparado para voltar a trocar de ligação.
Não foi necessário.
A sessão recuperou e a chamada continuou.
Foi aí que a comparação terminou para mim.
A app foi desenhada para recuperar em redes fracas ou em mudança, uma situação particularmente relevante em hotéis, aeroportos e roaming. (Apple App Store) Em vez de me obrigar a escolher outro servidor sempre que a ligação oscilava, recuperou a sessão sem transformar uma falha breve do hotel numa interrupção prolongada.
Há limites para aquilo que consigo observar de fora: não consigo ver as regras internas, congestionamento ou gestão de sessão do sistema do hotel.
Mas aquilo que interessava estava visível no ecrã.
A ligação caiu por instantes e voltou antes de eu ter de fazer alguma coisa.
Durante uma reunião, isso valeu mais do que qualquer resultado bonito num teste de velocidade.
Só percebi a segunda vantagem depois da reunião
Quando a chamada terminou, fechei o portátil e peguei no telemóvel.
Ainda precisava de responder a mensagens, confirmar uma reserva para a manhã seguinte e consultar o percurso até ao aeroporto.
Ainda estava no mesmo Wi-Fi.
E foi então que reparei numa vantagem menor, mas bastante prática em viagem: não precisava de transformar outro dispositivo numa nova sessão de configuração complicada. A lógica da app continua deliberadamente simples quando se passa de uma tarefa para outra ou quando a rede muda. (Apple App Store)
Não foi isso que salvou a reunião. Foi apenas o momento em que deixei de pensar na aplicação como algo que instalaria para resolver um problema naquela noite e comecei a vê-la como algo que fazia sentido manter durante a viagem.
Porque hotéis criam esse tipo de fricção constantemente.
Hoje é o portátil.
Mais tarde é o telemóvel.
Amanhã é outra rede no aeroporto.
Quanto menos vezes eu tiver de pensar na VPN entre uma dessas mudanças, melhor.
A app maior continua a ter uma vantagem que esta não tem
A diferença de escala é real.
O serviço mais pequeno tem menos localizações, menos avaliações acumuladas e um histórico público muito mais curto do que as VPNs estabelecidas. (Apple App Store) Para alguém que valoriza acima de tudo uma rede enorme, muitos anos de mercado e uma quantidade maior de análises independentes, um fornecedor tradicional continua a ser a escolha mais confortável.
Mas eu já tinha uma dessas VPNs instalada.
Naquele hotel, ela não estava a resolver aquilo que me trouxe até esta comparação.
E isso é o que torna “melhor VPN para Wi-Fi de hotel” uma pergunta diferente de “melhor VPN em geral”.
Um hotel não me exigia a maior rede de servidores do mercado. Também não precisava do número mais alto num benchmark feito durante uma ligação perfeita.
Precisava que, quando o Wi-Fi hesitasse, a minha reunião não hesitasse durante tempo suficiente para se tornar um problema.
A primeira VPN tinha a infraestrutura maior. O hotspot eliminou o portal, mas trouxe uma ligação móvel fraca. A alternativa mais pequena resolveu melhor a situação que realmente existia naquele quarto: o Wi-Fi continuou imperfeito, mas deixou de exigir a minha atenção sempre que falhava.
Num Wi-Fi de hotel, a melhor VPN não foi a que tornou a rede mais rápida no seu melhor momento; foi a que tornou os piores momentos suficientemente curtos para eu continuar a trabalhar.
Perguntas frequentes sobre este problema
Qual é a principal causa neste caso?
A primeira VPN era de um fornecedor grande. Havia boas razões para confiar nela: anos de mercado, infraestrutura extensa e muitas localizações disponíveis. O problema não era conseguir estabelecer uma ligação.
O que vale a pena verificar primeiro?
A falha inicial da VPN tinha ainda uma explicação bastante simples. Muitos hotéis usam um portal cativo : o dispositivo entra no Wi-Fi, mas o acesso à internet só é libertado depois de abrir uma página do hotel, aceitar as condições ou introduzir o número do quarto. Confirmei a rede, passei pelo portal e voltei ao problema que realmente me preocupava.
O que muda a resposta na prática?
Antes de experimentar outra VPN, tentei a solução mais óbvia. Desliguei o Wi-Fi do portátil, ativei o hotspot do telemóvel e o ficheiro começou novamente a subir. O quarto ficava numa zona interior do edifício.
Quando faz sentido usar outra abordagem de VPN?
O que me chamou a atenção naquele momento não foi uma lista enorme de países. A aplicação organiza a ligação em torno da situação de utilização, em vez de me obrigar a decidir primeiro entre cidades, servidores e várias combinações técnicas.