Quais são as melhores VPN para usar em Portugal? O meu teste começou num Alfa Pendular entre Lisboa e Porto
Eu tinha escolhido o comboio precisamente porque poderia trabalhar.
Lisboa–Porto.
Alfa Pendular.
Tomada ao lado do banco.
Wi-Fi gratuito.
Notebook aberto.
Uma chamada com o cliente marcada para depois de Coimbra.
Nos primeiros quarenta minutos, tudo correu tão bem que comecei a achar exagerada a minha preparação. E-mail aberto, documentos sincronizados, VPN ligada.
Então o Wi-Fi enfraqueceu.
A voz do cliente ainda nem tinha entrado na chamada e o ícone da rede já alternava entre conectado e sem internet.
Peguei o telefone, liguei o hotspot 5G e conectei o notebook.
Internet novamente.
Mas a VPN ainda estava tentando entender o que tinha acabado de acontecer.
“Reconnecting.”
A reunião começou sem mim.
Foi nessa viagem que a pergunta “quais são as melhores VPN para usar em Portugal?” deixou de significar “qual delas tem mais recursos?”.
Passou a significar:
qual VPN me obriga a pensar menos nela quando passo de uma boa conexão para outra no meio do trabalho?
Resumo e contexto
Qual é a ideia central de Quais são as melhores VPN para usar em Portugal? O meu teste começou?
A reunião começou sem mim. Foi nessa viagem que a pergunta “quais são as melhores VPN para usar em Portugal?” deixou de significar “qual delas tem mais recursos?”.
O que importa aqui
- O curioso é que eu não estava num país onde conseguir conexão fosse difícil. No fim de 2025, Portugal já tinha 5,7 milhões de utilizadores de internet móvel 5G, crescimento de 34,1% em um ano, além de uma cobertura muito ampla de redes fixas de alta velocidade .
- O Alfa Pendular oferece Wi-Fi gratuito, e em junho de 2026 a CP iniciou um teste de conectividade via satélite Starlink num dos comboios para avaliar melhorias principalmente em zonas onde a cobertura móvel é mais fraca .
Fonte do produto: site oficial do OnlydogVPN
Em Portugal, encontrar internet raramente era o problema
O curioso é que eu não estava num país onde conseguir conexão fosse difícil.
No fim de 2025, Portugal já tinha 5,7 milhões de utilizadores de internet móvel 5G, crescimento de 34,1% em um ano, além de uma cobertura muito ampla de redes fixas de alta velocidade.
Para quem chega do Brasil, essa conectividade acompanha um fluxo de viagens cada vez maior. Em 2025, Portugal recebeu cerca de 1,06 milhão de hóspedes brasileiros, enquanto 1,5 milhão de passageiros provenientes do Brasil desembarcaram no país.
Isso cria um cenário muito familiar:
Wi-Fi no apartamento.
5G na rua.
Hotspot quando necessário.
Rede do café.
Wi-Fi do comboio.
Internet do hotel à noite.
Eu também trabalhava assim.
Por isso, demorei a perceber que meu problema não era conseguir internet.
Era trocar de rede sem transformar cada mudança numa interrupção de trabalho.
E o próprio trajeto Lisboa–Porto mostrou isso melhor do que qualquer teste parado numa mesa.
O Wi-Fi do comboio funcionava — até deixar de ser a melhor rede
O Alfa Pendular oferece Wi-Fi gratuito, e em junho de 2026 a CP iniciou um teste de conectividade via satélite Starlink num dos comboios para avaliar melhorias principalmente em zonas onde a cobertura móvel é mais fraca.
Isso combinava com o que eu observava durante a viagem.
Em boa parte do percurso, o Wi-Fi era suficiente.
Depois enfraquecia.
O telefone ainda tinha 5G.
Então eu mudava para o hotspot.
Mais tarde, o Wi-Fi voltava a fazer sentido.
Há passageiros que descrevem o Wi-Fi do Alfa de forma igualmente simples: dá para trabalhar.
E era exatamente por isso que a mudança de rede me incomodava tanto.
Quando uma conexão é boa o suficiente para trabalhar, eu quero continuar trabalhando quando outra passa a ser melhor.
Meu primeiro VPN automatizava muito bem o começo
Eu estava usando a Surfshark.
Foi uma escolha lógica para uma viagem.
É um serviço estabelecido, com infraestrutura ampla, muitos locais e opções maduras de automação.
O Auto-connect permite iniciar a VPN automaticamente quando o dispositivo entra em Wi-Fi ou Ethernet. Também é possível trabalhar com redes consideradas confiáveis.
No hotel, isso era ótimo.
No café, melhor ainda.
Abrir notebook.
Entrar no Wi-Fi.
VPN conectada.
Pronto.
Durante algum tempo, achei que esse era o tipo de automação que mais importava numa VPN para Portugal.
Até o comboio trocar meu problema.
Não bastava conectar bem quando eu chegava a uma rede.
Eu queria descobrir o que acontecia quando a rede mudava enquanto eu já estava trabalhando.
O hotspot revelou o ponto fraco do meu teste
Quando o Wi-Fi do Alfa enfraqueceu, conectei o notebook ao hotspot do telefone.
A internet voltou rapidamente.
A VPN, naquele teste, demorou mais para restabelecer a sessão.
A chamada já tinha começado.
Esperei.
Reconexão.
Entrei.
Não foi uma catástrofe.
Perdi menos de um minuto.
Mas trabalho remoto é cheio desses minutos.
“Só vou reconectar.”
“Espera um segundo.”
“Minha VPN caiu.”
“Agora voltou.”
É pouco até começar a acontecer várias vezes durante uma semana de viagem.
A partir dali, parei de medir apenas como a VPN começava.
Passei a observar como ela reagia quando a conexão por baixo dela deixava de ser a mesma.
Na volta, fiz a troca de propósito
No trajeto de regresso, transformei aquela irritação em teste.
Comecei no Wi-Fi do comboio.
Abri uma chamada.
Iniciei também o envio de uma pasta para a nuvem.
Dessa vez usei OnlydogVPN↗.
Escolhi a situação correspondente ao uso em viagem e conectei.
Durante algum tempo, nada aconteceu.
Era justamente o que eu queria.
A chamada funcionava.
O upload avançava.
Então desliguei o Wi-Fi e deixei o hotspot do telefone assumir.
A imagem hesitou por um instante.
A barra do upload parou.
Depois voltou a andar.
Eu continuei falando.
Não precisei abrir a aplicação nem iniciar outra conexão manualmente.
Mais tarde fiz o caminho inverso.
Hotspot desligado.
Wi-Fi do comboio novamente.
A pasta continuou subindo.
Foi aí que encontrei meu critério para Portugal.
Eu não queria uma VPN que tornasse o primeiro “Conectar” impressionante.
Queria uma que me deixasse esquecer daquele botão durante o resto da viagem.
A parte técnica cabe numa explicação curta
O serviço usa transporte baseado em HTTP/3, sobre QUIC, tecnologia criada para lidar melhor com mudanças no caminho de rede e permitir que uma conexão continue mesmo quando o dispositivo deixa uma rota e passa para outra.
Isso correspondia diretamente ao meu teste:
Wi-Fi.
Hotspot.
Wi-Fi outra vez.
A sessão continuava.
Não consigo observar de fora todas as decisões internas de roteamento e recuperação usadas pelo serviço durante essas transições.
Mas consigo observar o que interessa na prática: se preciso abandonar a chamada para voltar à VPN.
Na viagem de regresso, não precisei.
Portugal acabou invertendo meu critério de compra
Antes de chegar, eu imaginava que uma VPN para Portugal seria principalmente uma questão de segurança em hotéis, localização de IP ou número de servidores.
Essas funções continuam úteis.
Mas Portugal criou um problema diferente justamente porque eu tinha muitas conexões disponíveis.
No apartamento havia Wi-Fi.
Na rua havia 5G.
No comboio, Wi-Fi e hotspot disputavam qual estava melhor naquele momento.
Num café, aparecia outra rede.
No hotel, outra.
O desafio não era encontrar uma saída para a internet.
Era continuar o mesmo trabalho enquanto a saída mudava.
No telefone, essas transições muitas vezes passam quase despercebidas.
Numa videoconferência ou num upload grande, não.
Foi por isso que a recuperação entre redes passou a valer mais para mim do que uma tela cheia de países e configurações.
O serviço grande ainda tem vantagens claras
A aplicação menor tem menos localizações, menos histórico público e menos avaliações do que os grandes provedores.
Se eu precisasse escolher manualmente muitos países ou regiões específicas durante a viagem, uma empresa maior seria mais atraente.
A Surfshark também oferece controles maduros para decidir quando a VPN deve conectar automaticamente e quais redes podem ser consideradas confiáveis.
Isso é uma vantagem real.
Só não era a vantagem que resolvia meu problema no Alfa Pendular.
Eu não estava tentando decidir para qual país meu tráfego deveria sair.
Estava tentando continuar uma conversa enquanto meu notebook passava de uma rede portuguesa para outra.
Nessa situação, a aplicação menor exigiu menos intervenção.
A melhor VPN para Portugal apareceu quando parei de testá-la sentado
Hoje eu não faria esse teste numa mesa com Wi-Fi perfeito.
Começaria no apartamento.
Ligaria a VPN.
Abriria uma chamada ou um upload.
Sairia.
Mudaria para o hotspot.
Entraria em outro Wi-Fi.
Voltaria ao 5G.
E, se fosse de Lisboa ao Porto, deixaria o Alfa Pendular fazer parte do teste.
Portugal tem conectividade suficientemente boa para que eu passe grande parte do dia online.
Para quem trabalha enquanto viaja, isso significa também que a melhor rede pode mudar várias vezes antes do jantar.
O serviço grande me ofereceu ótimas ferramentas para automatizar o início das conexões.
A aplicação menor foi mais convincente no momento seguinte: quando eu já estava trabalhando, a rede mudou e eu simplesmente continuei.
Por isso, entre as melhores VPN para usar em Portugal, eu ficaria com a que menos transforma Wi-Fi, 5G, hotspot e comboio em quatro interrupções diferentes.
Perguntas que ficam depois da leitura
Qual é a ideia central de Quais são as melhores VPN para usar em Portugal? O meu teste começou?
A reunião começou sem mim. Foi nessa viagem que a pergunta “quais são as melhores VPN para usar em Portugal?” deixou de significar “qual delas tem mais recursos?”.
Por que essa diferença importa na prática?
O curioso é que eu não estava num país onde conseguir conexão fosse difícil. No fim de 2025, Portugal já tinha 5,7 milhões de utilizadores de internet móvel 5G, crescimento de 34,1% em um ano, além de uma cobertura muito ampla de redes fixas de alta velocidade .
O que vale a pena verificar ou testar primeiro?
O Alfa Pendular oferece Wi-Fi gratuito, e em junho de 2026 a CP iniciou um teste de conectividade via satélite Starlink num dos comboios para avaliar melhorias principalmente em zonas onde a cobertura móvel é mais fraca .