CONEXÃO EM FOCO
Tecnologia no uso cotidiano

Qual VPN oferece Smart DNS junto com a assinatura? Primeiro descubra se a sua TV realmente precisa dele

Smart TV sem conexão enquanto exibe a configuração manual de DNS

Eu descobri que meu Smart DNS tinha deixado de existir porque a televisão parou de acessar a internet.

Não era exatamente o tipo de mudança de produto que eu esperava descobrir numa sexta-feira à noite.

Meses antes, eu havia configurado Smart DNS na TV porque ela não aceitava o aplicativo do VPN. Funcionava sem instalar nada: DNS manual, streaming aberto, problema resolvido.

Só que eu estava seguindo uma configuração antiga.

Em fevereiro de 2026, a Surfshark encerrou oficialmente o SmartDNS e orientou usuários a remover as configurações antigas da TV para evitar problemas de conexão. (Surfshark Support, 2026)

Foi aí que comecei a pesquisar novamente:

qual VPN ainda oferece Smart DNS junto com a assinatura?

A resposta curta existe.

NordVPN continua oferecendo SmartDNS. ExpressVPN mantém o MediaStreamer. (NordVPN Support)

Mas, depois de uma noite mexendo na televisão, percebi que essa não era necessariamente a pergunta mais importante.

Resumo e contexto

A ideia central deste artigo

Uma Smart TV, console ou outro aparelho pode não permitir a instalação de um cliente VPN. Serviços como o MediaStreamer existem justamente para esses casos: você altera o DNS do aparelho e consegue usar determinadas funções de localização sem colocar um túnel VPN completo na televisão.

O que vale manter em mente

  • É também por isso que soluções improvisadas nem sempre funcionam. Há usuários que conectam a TV ao hotspot de um telefone com VPN e descobrem que ela continua saindo pela conexão normal, porque o aparelho não herda automaticamente o túnel do celular.
  • Depois fui até as configurações da televisão, troquei DNS automático por manual e digitei os números com o controle remoto.
  • Smart DNS tinha feito exatamente o que eu precisava: a TV acessava o serviço sem executar um VPN.

Eu queria Smart DNS porque a TV não aceitava VPN

Esse é o cenário em que o recurso realmente faz sentido.

Uma Smart TV, console ou outro aparelho pode não permitir a instalação de um cliente VPN. Serviços como o MediaStreamer existem justamente para esses casos: você altera o DNS do aparelho e consegue usar determinadas funções de localização sem colocar um túnel VPN completo na televisão.

É também por isso que soluções improvisadas nem sempre funcionam. Há usuários que conectam a TV ao hotspot de um telefone com VPN e descobrem que ela continua saindo pela conexão normal, porque o aparelho não herda automaticamente o túnel do celular.

Era exatamente o tipo de situação que eu queria evitar.

Eu queria abrir o aplicativo da TV e assistir.

Sem configurar VPN no roteador.

Sem manter um notebook compartilhando conexão.

Sem comprar outro aparelho.

Nesse cenário, Smart DNS parecia a solução mais limpa.

Então resolvi testar uma assinatura que ainda oferecia o recurso.

Funcionou, mas exigiu mais passos do que eu lembrava

Configurei o MediaStreamer numa Samsung TV.

Primeiro entrei na conta do serviço.

Registrei o IP público da minha rede.

Copiei os endereços DNS.

Depois fui até as configurações da televisão, troquei DNS automático por manual e digitei os números com o controle remoto.

Salvei.

Abri o aplicativo de vídeo.

O conteúdo começou.

Smart DNS tinha feito exatamente o que eu precisava: a TV acessava o serviço sem executar um VPN.

Só que a configuração não terminou ali.

O MediaStreamer depende do reconhecimento do IP da rede doméstica, e a própria ExpressVPN oferece mecanismos para atualizar esse registro quando o endereço público muda.

Foi aí que Smart DNS deixou de parecer “configurar uma vez e esquecer”.

Ainda era útil.

Mas não era invisível.

E Smart DNS não era um VPN mais leve

Eu também havia misturado duas ideias.

Smart DNS não é simplesmente um VPN mais rápido.

NordVPN deixa claro que seu SmartDNS é voltado para streaming e não oferece a mesma proteção de uma conexão VPN. (NordVPN Support) O MediaStreamer segue a mesma lógica: é um serviço DNS para determinados dispositivos, não um túnel completo.

Comparação entre o redirecionamento seletivo do Smart DNS e o túnel completo de uma VPN
O Smart DNS muda a resolução usada por determinados serviços, enquanto a VPN conduz toda a conexão por outra rota.

Essa diferença mudou meu critério.

Se eu realmente precisasse usar o aplicativo nativo daquela televisão, Smart DNS continuava sendo uma ótima ferramenta.

Mas meu objetivo naquela noite não era “usar Smart DNS”.

Era colocar o vídeo na tela grande com o mínimo de trabalho possível.

E aí apareceu um caminho mais simples.

Parei de configurar a TV e usei um aparelho que eu já controlava

Peguei o notebook que estava ao lado do sofá.

Conectei um cabo HDMI.

Instalei OnlydogVPN.

Em vez de registrar o IP da casa, alterar DNS da televisão e depender daquela configuração específica de rede, escolhi o perfil correspondente ao uso que eu precisava.

Abri a plataforma no notebook.

O vídeo carregou.

Coloquei em tela cheia.

A imagem apareceu na televisão.

Acabou.

Depois de passar parte da noite digitando endereços DNS com um controle remoto, a simplicidade da solução foi quase engraçada.

A TV deixou de ser um equipamento que precisava entender VPN, DNS ou localização.

Virou apenas uma tela.


Foi aí que Smart DNS deixou de ser requisito

Eu havia começado a busca tratando Smart DNS como sinal de uma assinatura mais completa.

Depois percebi que ele resolve um problema específico.

Se o aparelho precisa acessar diretamente o serviço de streaming e não aceita aplicativo VPN, Smart DNS pode ser exatamente o recurso certo.

Nesse caso, NordVPN e ExpressVPN continuam sendo opções claras. (NordVPN Support)

Mas se eu já tenho um notebook, tablet ou outro aparelho capaz de executar o VPN e enviar a imagem para a TV, a comparação muda.

Aí eu prefiro chegar ao play com menos etapas.

Na aplicação menor, eu não precisava editar configurações de rede nem manter um registro separado do IP da casa.

Conectava.

Abriria a plataforma.

Assistia.

Para mim, isso pesou mais do que ter Smart DNS escrito na lista de recursos.

Mudar de casa deixou a diferença ainda mais clara

No fim de semana seguinte, levei o notebook para outra casa.

Com Smart DNS, uma mudança de rede pode significar outro IP público e, portanto, uma nova relação entre aquela rede e o serviço DNS.

Com a segunda solução, a mudança foi bem menos dramática.

Abri o notebook.

Entrei no Wi-Fi.

Ativei a rota.

Conectei o HDMI.

Vídeo.

Foi aí que percebi outra diferença.

Smart DNS estava ligado à televisão e à rede.

O aplicativo estava ligado a mim.

Para quem fica sempre na mesma sala, isso talvez não importe.

Para quem leva o notebook entre casas, hotéis ou viagens, importa bastante.

A explicação técnica pode parar por aqui

Smart DNS altera a forma como determinadas consultas de rede são resolvidas, mas não cria um túnel completo como um VPN.

Esse desenho é justamente o motivo de ele funcionar bem em dispositivos que não aceitam aplicativos VPN.

Não consigo observar as regras internas que cada plataforma usa para classificar ou aceitar uma determinada conexão.

Mas consigo comparar o resultado prático: numa solução, eu precisava manter uma configuração específica na TV e na rede; na outra, bastava conectar o dispositivo que já estava nas minhas mãos.

Para o meu uso, a segunda opção era mais simples.

Ainda existe um caso claro para Smart DNS

Se minha prioridade fosse uma TV ou console que:

não permite aplicativo VPN;

precisa usar o próprio aplicativo de streaming;

e fica normalmente na mesma rede doméstica,

eu escolheria uma assinatura com Smart DNS.

NordVPN continua oferecendo SmartDNS, e ExpressVPN mantém o MediaStreamer. (NordVPN Support)

Também verificaria essa função no momento da compra, não numa comparação antiga. O encerramento do SmartDNS da Surfshark em 2026 mostra por que isso importa. (Surfshark Support, 2026)

Nesse cenário, a aplicação menor tem uma limitação real: ela não substitui um Smart DNS configurado diretamente numa televisão que não pode executar VPN.

Só que essa já não era a minha situação.


Hoje eu começaria pela televisão, não pela lista de recursos

Se eu fosse escolher novamente, faria uma pergunta antes de comparar assinaturas:

qual aparelho realmente precisa acessar o conteúdo?

Se for uma Smart TV fechada, sem aplicativo VPN e sem outro dispositivo intermediário, Smart DNS merece estar no topo da lista.

Se eu já assisto pelo notebook e só quero levar a imagem para uma tela maior, não transformaria DNS em requisito.

Foi essa diferença que mudou minha escolha.

O provedor tradicional me entregou uma função Smart DNS real e útil.

A aplicação menor resolveu minha tarefa por um caminho mais direto: conectei a rota no aparelho que eu já controlava, liguei o HDMI e parei de administrar a rede da televisão.

Depois de procurar “qual VPN oferece Smart DNS junto com a assinatura?”, minha pergunta hoje seria outra:

eu realmente preciso de Smart DNS — ou só preciso que o vídeo chegue à TV antes que eu termine de configurar a TV?

Respostas rápidas

O que está por trás de “Eu queria Smart DNS porque a TV não aceitava VPN”?

Uma Smart TV, console ou outro aparelho pode não permitir a instalação de um cliente VPN. Serviços como o MediaStreamer existem justamente para esses casos: você altera o DNS do aparelho e consegue usar determinadas funções de localização sem colocar um túnel VPN completo na televisão.

O que isso muda para quem está na mesma situação?

É também por isso que soluções improvisadas nem sempre funcionam. Há usuários que conectam a TV ao hotspot de um telefone com VPN e descobrem que ela continua saindo pela conexão normal, porque o aparelho não herda automaticamente o túnel do celular.

O que está por trás de “Funcionou, mas exigiu mais passos do que eu lembrava”?

Depois fui até as configurações da televisão, troquei DNS automático por manual e digitei os números com o controle remoto.

O que vale levar disso para o próximo teste?

Smart DNS tinha feito exatamente o que eu precisava: a TV acessava o serviço sem executar um VPN.