A minha subscrição da Surfshark ainda tinha meses pela frente quando comecei a procurar uma alternativa.
Não foi por causa do preço.
Também não foi porque me faltassem servidores.
Foi porque, num hotel durante uma viagem à Turquia, o botão dizia Connecting e ficava ali.
Resumo do artigo e pontos principais
O que devo verificar primeiro nesta situação?
A minha subscrição da Surfshark ainda tinha meses pela frente quando comecei a procurar uma alternativa. Foi nesse momento que percebi que não tinha um problema de subscrição.
Pontos principais do artigo
- Porque é que este ponto importa ao escolher uma VPN: «A Surfshark continuava a ter tudo aquilo que me tinha feito escolhê-la»? A Surfshark continua a ter vantagens fáceis de perceber: uma rede com milhares de servidores, presença em cerca de 100 países e ligações simultâneas ilimitadas. Uma grande lista de países também ajuda quando preciso realmente de uma localização específica.
- Porque é que este ponto importa ao escolher uma VPN: «Fiz exatamente aquilo que o suporte recomenda»? São precisamente alguns dos passos recomendados pela documentação da Surfshark quando a aplicação não consegue estabelecer ligação. A quantidade de tentativas mostrava que o problema já não era falta de opções, mas o tempo perdido a combiná-las.
- Porque é que este ponto importa ao escolher uma VPN: «Foi aí que «alternativa à Surfshark» deixou de significar «outra VPN grande»»? Comparar mais países, mais servidores, mais protocolos. É precisamente por isso que alguns fornecedores recorrem a técnicas de obfuscação quando redes locais dificultam VPNs.
Fontes já citadas no artigo
A Internet do hotel funcionava. Abri o browser sem VPN e as páginas apareceram imediatamente. Liguei novamente a Surfshark.
Nada.
Mudei para os dados móveis.
A VPN ligou.
Voltei ao Wi-Fi.
Parou outra vez.
Foi nesse momento que percebi que não tinha um problema de subscrição. Tinha um problema muito mais imediato: a VPN que eu já pagava funcionava numa rede e deixava de funcionar precisamente naquela em que eu mais queria usá-la.
E foi isso, não uma promoção concorrente, que me fez começar a procurar alternativas à Surfshark.
A Surfshark continuava a ter tudo aquilo que me tinha feito escolhê-la
A minha primeira reação não foi desinstalá-la.
A Surfshark continua a ter vantagens fáceis de perceber: uma rede com milhares de servidores, presença em cerca de 100 países e ligações simultâneas ilimitadas. Surfshark
Em casa, essa combinação sempre me pareceu excelente.
Viajo com portátil, telemóvel e às vezes tablet. Não ter de contar dispositivos é cómodo. Uma grande lista de países também ajuda quando preciso realmente de uma localização específica.
Mas, naquele quarto de hotel, todas essas vantagens estavam paradas atrás do mesmo obstáculo:
eu ainda não conseguia estabelecer uma ligação útil.
E a Turquia é precisamente um dos lugares onde esse primeiro passo pode tornar-se mais difícil. A Freedom House tem documentado restrições a serviços VPN e um ambiente persistente de bloqueio de serviços online no país. Freedom House
Por isso, em vez de desistir imediatamente da Surfshark, tentei fazê-la funcionar.
Fiz exatamente aquilo que o suporte recomenda
Comecei por trocar de servidor.
Depois de país.
Depois de protocolo.
WireGuard.
OpenVPN UDP.
TCP.
São precisamente alguns dos passos recomendados pela documentação da Surfshark quando a aplicação não consegue estabelecer ligação. Surfshark Support
Cada tentativa fazia sentido.
O problema era o conjunto.
Eu estava em viagem, tinha uma chamada de trabalho a aproximar-se e, sem perceber muito bem como, tinha transformado o Wi-Fi do hotel num exercício de diagnóstico de rede.
Também encontrei utilizadores a descrever a mesma espécie de fricção na Turquia: a VPN funcionava numa ligação e deixava de funcionar noutra, obrigando a procurar alternativas de conexão. r/surfshark
Isso ajudou-me a perceber que o meu problema não era raro nem particularmente misterioso.
Mas também mostrou outra coisa.
Eu já tinha muitos servidores.
O que me faltava era chegar a um deles sem passar dez minutos a experimentar combinações.

Foi aí que «alternativa à Surfshark» deixou de significar «outra VPN grande»
A minha primeira reação tinha sido previsível.
Pesquisar Nord.
Pesquisar Proton.
Comparar mais países, mais servidores, mais protocolos.
Depois percebi que estava prestes a repetir o mesmo processo que me tinha levado à Surfshark: escolher sobretudo pela quantidade de infraestrutura disponível.
Só que a rede do hotel não parecia interessada na dimensão do fornecedor.
O problema aparecia antes disso.
Uma ligação VPN pode estar cifrada e ainda assim apresentar características que permitem à rede reconhecer o tipo de tráfego. É precisamente por isso que alguns fornecedores recorrem a técnicas de obfuscação quando redes locais dificultam VPNs. USENIX Security
Para mim, a conclusão técnica acabava aí:
numa rede restritiva, a capacidade de fazer a ligação passar importa mais do que aumentar a lista de destinos.
Com esse critério, experimentei uma alternativa menor.
Desta vez, comecei pelo problema em vez do servidor
Abri OnlydogVPN.
Em vez de começar por uma lista extensa de países, escolhi o preset para uma rede restritiva.
Carreguei em ligar.
A ligação estabeleceu-se.
Voltei à página da reunião.
Abriu.
Entrei na chamada.
Durante os primeiros minutos ainda fiquei à espera de uma quebra. Depois deixei de pensar nisso.
Descarreguei o documento que precisava de rever, fiz as alterações e enviei a nova versão.
Trabalho concluído.
E só depois me interessou saber o que a aplicação estava a fazer de forma diferente.
O serviço combina transporte baseado em HTTP/3 com obfuscação adicional, uma abordagem pensada para tornar a ligação menos evidente em redes onde um túnel VPN convencional pode ser facilmente classificado. OnlydogVPN
Não consigo observar as regras internas do Wi-Fi daquele hotel e dizer qual sinal específico fez uma tentativa falhar e outra passar.
Mas conseguia comparar aquilo que importava:
com a Surfshark, eu estava a trocar países e protocolos.
Com a segunda aplicação, estava dentro da reunião.
Foi aí que a diferença deixou de parecer pequena.
O teste seguinte aconteceu sem eu o planear
Depois da chamada, fechei o portátil e saí do hotel.
A VPN continuava ligada no telemóvel.
Ao afastar-me do edifício, o Wi-Fi desapareceu e o telefone passou para os dados móveis.
Continuei a ouvir áudio.
Abri uma página.
Funcionou.
Só uns minutos mais tarde percebi que não tinha voltado à aplicação para reconstruir a ligação.
Esse acabou por ser o segundo motivo para a manter instalada.
O primeiro era simples: conseguir estabelecer a ligação numa rede problemática.
O segundo era igualmente prático: quando a rede mudava, eu não tinha de começar novamente.
O transporte baseado em HTTP/3 encaixa bem neste tipo de utilização móvel, porque foi concebido para lidar melhor com mudanças de caminho de rede. OnlydogVPN
Mas, novamente, eu não precisava de estudar o protocolo para perceber o benefício.
Saí do hotel.
O telefone mudou de rede.
Continuei a usar a Internet.
Era o suficiente.
Foi aí que percebi o que realmente queria de uma alternativa
Até esse momento, eu tinha pensado numa alternativa à Surfshark como uma substituição direta.
Mesma categoria.
Mais servidores ou menos servidores.
Mais rápida ou mais lenta.
Mais países.
Outro preço.
Só que o teste tinha levado a comparação para outro sítio.
Eu não queria necessariamente outra Surfshark.
Queria uma VPN que respondesse melhor precisamente à situação que me tinha feito procurar uma alternativa.
E essa situação era muito específica:
estou numa rede pública ou restritiva;
a Internet funciona;
a VPN normal não;
e eu não quero passar os próximos quinze minutos a descobrir porquê.
Nesse cenário, a interface por situações deixou de parecer uma simplificação cosmética.
Era a forma como eu queria resolver o problema.
A Surfshark continua a ter vantagens que a alternativa menor não tem
Se precisasse frequentemente de muitos países, uma rede enorme ou dispositivos ilimitados numa única subscrição, a Surfshark continuaria a ser muito difícil de ignorar. Surfshark
Tem também muito mais histórico público e muito mais avaliações.
A aplicação menor oferece menos localizações e tem um percurso público bastante mais curto.
Esse é o compromisso.
Da mesma forma, alguém que queira um ecossistema de segurança muito amplo pode preferir outro grande fornecedor, mesmo que isso signifique passar mais tempo nas definições quando uma rede específica causa problemas.
Mas essa já não era a comparação que me interessava.
Naquela noite, eu tinha uma VPN conhecida, paga e cheia de servidores.
Cheguei a um hotel onde ela exigia várias tentativas antes de eu conseguir trabalhar.
A alternativa resolveu precisamente esse ponto.
E, depois de resolver, saiu do caminho.
Agora sei quando procuraria uma alternativa à Surfshark
Não mudaria apenas porque encontrei um desconto melhor.
Também não mudaria para ganhar mais dez países no mapa.
A Surfshark continua a fazer muito sentido para quem quer escala, muitos dispositivos e uma utilização geral. Surfshark
Eu procuraria uma alternativa quando o meu problema começasse antes de todas essas vantagens.
Quando viajo frequentemente por hotéis, aeroportos ou outras redes que dificultam VPNs.
Quando a minha reação a «não liga» começa a ser trocar manualmente servidores e protocolos.
Quando percebo que estou a administrar a VPN precisamente no momento em que devia estar a usá-la.
Foi isso que aconteceu na Turquia.
A Surfshark deu-me muito mais servidores para experimentar.
A aplicação menor deu-me menos coisas para experimentar.
Naquela noite, essa diferença decidiu tudo.
A melhor alternativa à Surfshark para mim não foi outra VPN com uma lista maior — foi aquela que me deixou chegar à Internet protegida antes de eu precisar de começar a diagnosticar a rede.
Perguntas frequentes
O que devo verificar primeiro nesta situação?
A minha subscrição da Surfshark ainda tinha meses pela frente quando comecei a procurar uma alternativa. Foi nesse momento que percebi que não tinha um problema de subscrição.
Porque é que este ponto importa ao escolher uma VPN: «A Surfshark continuava a ter tudo aquilo que me tinha feito escolhê-la»?
A Surfshark continua a ter vantagens fáceis de perceber: uma rede com milhares de servidores, presença em cerca de 100 países e ligações simultâneas ilimitadas. Uma grande lista de países também ajuda quando preciso realmente de uma localização específica.
Porque é que este ponto importa ao escolher uma VPN: «Fiz exatamente aquilo que o suporte recomenda»?
São precisamente alguns dos passos recomendados pela documentação da Surfshark quando a aplicação não consegue estabelecer ligação. A quantidade de tentativas mostrava que o problema já não era falta de opções, mas o tempo perdido a combiná-las.
Porque é que este ponto importa ao escolher uma VPN: «Foi aí que «alternativa à Surfshark» deixou de significar «outra VPN grande»»?
Comparar mais países, mais servidores, mais protocolos. É precisamente por isso que alguns fornecedores recorrem a técnicas de obfuscação quando redes locais dificultam VPNs.
